O vazio que criaste, silencioso e profundo como uma tortura que prevê uma morte lenta.
Comparo de forma gentil e educada esta falta com o desaparecimento físico de um ser em circunstâncias irregulares. Envelheço um pouco mais que qualquer indíviduo por não te ter físicamente e por isso as gotas e os poucos de saliva que reproduzira em tempos agora não passam de meras secas. Pensar que fui sábio e comportando-me como tal fui cego.
Essa impossibilidade de ver fora provocada pelo meu ego e orgulho própio que te fizera afastar permanentemente. Foi um espancar do meu rosto até ser tomado por inútil, cobarde ou só ninguém. Cometi o erro por não ver quando podia e agora não vejo poque assim o quis. Porque não só acabei com a dádiva de te poder desejar incentivado pelos olhos que tanto amavam ver o teu sorriso dócil e único.
Matei quem eras por ser cego mas quero voltar a ver-te de novo se esta inspiração e lição assim o permitirem. Não quero o coração a transmitir o óbvio para não te fartares deste nínguem que por mais cego que esteja ainda sabe o que ama e sempre amou.
"No mesmo lugar com um guia para te encontrar.."
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