quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Contigo e sem Ti

Falo mas com um vazio enorme por preencher.
É com este determinante de dor que eu tenho vindo a viver. Essa dor é por sentir que por vezes te encontras longe fisicamente. Não é a simples questão de querer mas de precisar também de preencher as páginas do livro que Tu abriste. De colocar vírgulas no meu sentimento e não pontos; de despertar e adormecer com o mesmo motivo e não outro; de ficar retido num certo local para o meu olhar ser de novo um olhar confiante. Onde por retratos memoráveis vou contando aos poucos como puderei igualar a arte angelical. Anjo que pousa sobre a minha mágoa e a diminui um pouco por cada dia que suspiro. E que esse suspiro me traga um brilho inacabável principalmente no meu interior, com a vontade de focar o meu pensamento em Ti e acorrentar-me sobre a tua pessoa.

Isto vem de dentro, onde permanece um jardim saciado pelas flores que nunca teve direito, ou pela maquina que nunca teve os requisitos necessários para evoluir; ou por fim a pessoa, que ama e quer amar mas sabe que amar também é sofrer. Desse amor, mil gestos e palavras fazem parte. Parte de mim luta por ti a espera que completes a outra e por fim essa se volte a erguer.

O sinal a deriva no meu pensamento é vindo de um anjo como um soneto. Mil letras, palavras e frases que combinam em ti como as assas que cobrem as tuas costas.

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