sábado, 28 de dezembro de 2013

Insituável pensamento

Esperava ter-te encontrado depois de horas a fio á tua procura. É uma tarefa difícil tentar encontrar o teu paradeiro sem ter um começo. Fui mal julgado quando o que só queria era saber se estás segura.. É a minha maior preocupação mas não receio porque não posso recear perder alguém que eu nunca tive. 
Não estou a querer insinuar que não te quero porque isso seria enganar a minha intuição, e sobretudo o meu coração que mostra uma carícia pela tua existência inexplicável. É árduo traduzir a minha linguagem do amor, com o conhecimento que é uma língua morta, tal como o latim. O meu amor nasce de forma diferente e sobretudo pura. 

Sem julgar-te por não poder observar o teu rosto ou julgar-me a mim que decerto não me esforço o suficiente para te encontrar. Diria assim que és como encontrar uma agulha num palheiro mas que por certo irei encontrar se seguir o caminho correto. Palavras estas de um individuo que se aniquila sem a tua presença e acabará assim por desaparecer. 

Andarei as voltas com esta  insônia até puder sentir o teu aroma e conseguir adormecer novamente.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Raízes..

Para ti que me lês, quero felicitar-te com um natal recheado de ternura. Nesse natal, o  mais importante não são os presentes visto que em qualquer ocasião se pode oferece-los de boa vontade. De uma forma objetiva, sei que um detalhe que vai sempre falhar é a sua presença. A culpa não é tua, visto que estás impedido de me ver e especialmente a quem te ama. O trânsito no teu paraíso é algo inacabável e provavelmente nunca chegarás a horas. A única forma de cortar as saudades como quem corta a raiz de uma árvore é pensar nos momentos nossos que guardo dentro de mim, mesmo que sejam poucos..

É estranho de certa forma, visto que és o presente que sempre quis receber e nunca ninguém se lembrou de me dar tal presente. Espero viver muitos anos com a tua companhia no meu pensar e perseguindo os caminhos mais longos porque são sem dúvida os que valem mais a pena traçar. Num breve reencontro, contarei todos os detalhes da minha vida se tiveres paciência para ouvir as palavras inocentes que pronuncio.

Não tenho comparação com nenhum dos elementos do reino do Céu, se é que este existe mas também nunca fui muito religioso. Falando por mim, digo que, com uma pitada de sorte deixas-te uma mulher cansada, que sofreu muito mas que sempre te amou. Ela sem dúvida é e sempre será a grande mulher por trás do homem que foste.

Não é um adeus, é um até já

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Hábitos do passado

Hoje, decidi finalmente voltar a um velho hábito. É difícil passar tanto tempo à espera da oportunidade de começar de novo, mesmo que tenha obstáculos e que quase mais valha desistir à primeira.
Mas não no meu caso. Eu não acredito na palavra “desiste”. Nunca fiz nem tenciono quebrar o que obtive. Estive apagado algum tempo, e agora despertei novamente como se uma ideia breve novamente pairasse sobre a minha cabeça. Gostava de falar fluentemente, da mesma maneira que escrevo.
Quando escrevo é como se um pássaro voasse sobre o mar. É como se escutasse atentamente o som da chuva a cair.