Não estou a querer insinuar que não te quero porque isso seria enganar a minha intuição, e sobretudo o meu coração que mostra uma carícia pela tua existência inexplicável. É árduo traduzir a minha linguagem do amor, com o conhecimento que é uma língua morta, tal como o latim. O meu amor nasce de forma diferente e sobretudo pura.
Sem julgar-te por não poder observar o teu rosto ou julgar-me a mim que decerto não me esforço o suficiente para te encontrar. Diria assim que és como encontrar uma agulha num palheiro mas que por certo irei encontrar se seguir o caminho correto. Palavras estas de um individuo que se aniquila sem a tua presença e acabará assim por desaparecer.
Andarei as voltas com esta insônia até puder sentir o teu aroma e conseguir adormecer novamente.
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